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PROGRAMA JOVEM · MÓDULO 01
// aula 01
Banco de
Dados.
Do problema de negócio ao banco PostgreSQL — uma jornada completa para quem está começando.
Lucas Vidal · DATAVI
2025
// NOTAS DO APRESENTADOR
Boas-vindas calorosas. Apresente-se brevemente e pergunte: "Alguém aqui já ouviu falar de banco de dados antes? Me digam no chat ou levante a mão." Use esse momento para calibrar o nível da turma. Explique que hoje a aula vai ser uma viagem — começa no caos de uma planilha descontrolada e termina com um banco de dados funcionando no PostgreSQL.
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O que vamos
ver hoje.
11 blocos de conteúdo, do zero ao banco funcionando. Cada parte prepara a próxima.
1
O Problema dos Dados
2
O que é Banco de Dados
3
Modelagem de Dados
4
Cardinalidade
5
BR Modelo (DER)
6
Exercício Prático
7
PostgreSQL
8–10
Schemas · Sequences · Índices
11
Do Modelo para SQL
// NOTAS DO APRESENTADOR
Mostre esse mapa para que os alunos entendam aonde vão chegar. Reforce: "Cada bloco precisa do anterior. Não pule etapas na cabeça." Pergunte quantos já usam planilhas no trabalho — essa resposta vai preparar o próximo slide.
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PARTE 1 · O PROBLEMA DOS DADOS
"Temos uma planilha com 5.000 clientes.
Mas ninguém sabe qual é a versão certa."
— Situação real em empresas de todo o Brasil
// NOTAS DO APRESENTADOR
Pause aqui. Pergunte: "Alguém já viveu isso?" Espere relatos. Essa é a âncora emocional da aula. O aluno precisa sentir a dor antes de entender a solução. Diga que esse slide representa o dia a dia de 90% das pequenas empresas.
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04 · o problema dos dados
Parte 1
Por que a planilha
deixa de funcionar.
// problema #1
📋 Redundância
O mesmo cliente cadastrado em 3 abas diferentes com nomes diferentes: "João Silva", "J. Silva", "joao silva".
// problema #2
⚠️ Inconsistência
Alguém atualiza o telefone na aba Vendas, mas esquece de atualizar na aba Financeiro. Qual é o número certo?
// problema #3
🔍 Dificuldade de consulta
"Quero todos os pedidos acima de R$ 500 feitos em SP no último trimestre." Boa sorte com PROCV aninhado.
// problema #4
👥 Concorrência de edição
Duas pessoas editam o mesmo arquivo ao mesmo tempo. Uma sobrescreve o trabalho da outra sem perceber.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Para cada problema, peça exemplos da turma. Analogia útil para Redundância: "Imaginem dois celulares com a mesma agenda, mas cada um com um número diferente pra mesma pessoa. Qual você confia?" Para Concorrência: "É como dois cozinheiros adicionando sal ao mesmo tempo na mesma panela."
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05 · banco de dados
Parte 2
Dados não são
informação.
A diferença é o contexto. Um banco de dados transforma um em outro.
// dados brutos
28 · 03366 · 1200.00
Números isolados sem contexto. Não revelam nada por si só.
// informação
O cliente tem 28 anos,
CEP 03366, e pediu R$ 1.200
Com estrutura e relação entre os dados, surge significado e valor de negócio.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia: "Um termômetro coleta dado: 38. Informação é: o paciente está com febre." Pergunte: "No trabalho de vocês, quais dados vocês coletam mas não sabem o que significam?"
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06 · banco de dados
Parte 2
Banco de Dados
e SGBD.
// banco de dados
Coleção organizada de dados relacionados.
Armazenados de forma estruturada para facilitar acesso, consulta e atualização.
// SGBD (sistema gerenciador)
Software que gerencia o banco.
Cuida de segurança, acesso simultâneo, integridade e recuperação de dados.
// exemplos de sistemas que usam banco de dados
🛒
E-commerce (Mercado Livre)
Produtos, pedidos, usuários, estoque
🏦
Banco (Sicoob)
Contas, transações, clientes, agências
🏥
Hospital
Pacientes, consultas, exames, médicos
🎓
Escola / Universidade
Alunos, professores, disciplinas, notas
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia para SGBD: "O banco de dados é o arquivo de metal cheio de pastas. O SGBD é o funcionário responsável por guardar, encontrar e controlar quem pode mexer nos arquivos." Pergunte: "Em qual desses sistemas vocês acham que há mais dados? Qual tem mais usuários simultâneos?"
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07 · transição
// ainda falta algo
Sabemos que precisamos
de um banco.
Mas como
organizamos os dados?
A resposta está na Modelagem de Dados.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Esse slide é uma virada de chave. Diga: "Ter um banco de dados sem modelagem é como construir uma casa sem planta. Você vai construir, mas provavelmente vai ter que demolir e refazer."
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08 · modelagem de dados
Parte 3
Os 3 pilares
da modelagem.
Todo modelo de dados começa com essas três perguntas.
// pilar 1
🧱 Entidade
Algo do mundo real sobre o qual queremos guardar informações. Ex.: Aluno, Professor, Produto.
// pilar 2
🏷️ Atributo
As características de uma entidade. Ex.: Aluno tem nome, CPF, data de nascimento.
// pilar 3
🔗 Relacionamento
Como as entidades se conectam. Ex.: Um Aluno se matricula em uma Disciplina.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia: "Pense em uma ficha cadastral. A ficha em si é a entidade. Os campos da ficha são os atributos. O vínculo entre a ficha do aluno e a ficha da disciplina é o relacionamento." Use o exemplo da escola durante toda a Parte 3.
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09 · modelagem — identificando entidades
Parte 3
Como identificar entidades
em um texto de negócio.
// texto do negócio
"Uma escola precisa controlar seus alunos, que se matriculam em disciplinas. Cada disciplina é ministrada por um professor. As matrículas registram a nota final de cada aluno na disciplina."
👨🎓
Aluno
nome, CPF,
data_nasc
📚
Disciplina
nome, carga_horária,
período
👩🏫
Professor
nome, CPF,
especialidade
📝
Matrícula
data, nota_final,
status
// NOTAS DO APRESENTADOR
Técnica prática: "Sublinhe os substantivos concretos. Cada substantivo importante geralmente vira uma entidade." Pergunte: "Tem alguma entidade que vocês adicionariam? Turma? Semestre? Sala?" Mostre que modelagem é uma conversa com o negócio, não uma ciência exata.
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10 · cardinalidade
Parte 4
Quantos se relacionam
com quantos?
1 : 1
Uma pessoa tem exatamente um CPF. Um CPF pertence a exatamente uma pessoa.
1 : N
Um professor ministra várias disciplinas. Cada disciplina tem apenas um professor.
N : N
Um aluno cursa várias disciplinas. Cada disciplina é cursada por vários alunos. ⚠️ Exige tabela intermediária.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia para N:N: "Um aluno pode cursar Matemática e Português. Matemática pode ter 30 alunos. Isso é N:N. Para resolver no banco precisamos de uma terceira tabela — a Matrícula — que registra cada combinação." Pergunte: "E a relação entre Cliente e Produto em um e-commerce? Qual é a cardinalidade?"
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11 · cardinalidade — armadilhas
Parte 4
Exemplos corretos
e incorretos.
// ✅ correto
Pedido (1) → Itens do Pedido (N)
Um pedido tem vários itens. Cada item pertence a um pedido. ✔ Chave estrangeira no item.
Aluno (N) ↔ Disciplina (N) via Matrícula
N:N resolvido com tabela intermediária contendo id_aluno + id_disciplina + nota. ✔
// ❌ incorreto
Coluna "disciplinas" com lista separada por vírgula
Aluno com disciplinas = "Mat, Port, Física". Impossível filtrar, atualizar ou garantir integridade.
N:N direto sem tabela intermediária
Tentar colocar múltiplas FKs em uma mesma coluna ou duplicar linhas viola as formas normais.
// NOTAS DO APRESENTADOR
O erro da lista separada por vírgula é o mais comum que iniciantes cometem. Pergunte: "Como eu buscaria todos os alunos que cursam Matemática se o campo for uma string 'Mat,Port,Física'?" Deixe a turma tentar responder. A resposta é: impossível com SQL padrão e performático.
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Diagrama Entidade–
Relacionamento.
O DER é a planta baixa do banco de dados. Antes de escrever uma linha de SQL, desenhamos o modelo visual.
// chave primária (PK)
Identifica unicamente cada registro.
Nenhuma PK pode se repetir. Geralmente é um ID numérico auto-incrementado.
// chave estrangeira (FK)
Liga duas tabelas.
A FK na tabela filho aponta para a PK da tabela pai. Garante integridade referencial.
ALUNO
🔑 id_aluno (PK)
nome
cpf
data_nasc
MATRÍCULA
🔑 id_matricula (PK)
🔗 id_aluno (FK)
🔗 id_disciplina (FK)
nota_final
data
DISCIPLINA
🔑 id_disciplina (PK)
nome
carga_horaria
🔗 id_professor (FK)
// NOTAS DO APRESENTADOR
Mostre o BR Modelo (brmodeloweb.com) neste momento se possível. Diga: "Esse diagrama é o que você vai mostrar para o cliente antes de começar a programar. É muito mais barato errar no papel do que errar no banco."
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13 · DER completo — sistema escolar
Parte 5
PROFESSOR
🔑 id_professor
nome
cpf
especialidade
1
DISCIPLINA
🔑 id_disciplina
🔗 id_professor (FK)
nome
carga_horaria
N
MATRÍCULA
🔑 id_matricula
🔗 id_aluno (FK)
🔗 id_disciplina (FK)
nota_final
data_matricula
N
ALUNO
🔑 id_aluno
nome
cpf
data_nasc
email
1
// NOTAS DO APRESENTADOR
Construa esse DER ao vivo no BR Modelo enquanto explica. Mostre que a Matrícula é a solução para o N:N entre Aluno e Disciplina. Pergunte: "Se um aluno reprova e refaz a disciplina, isso afeta o modelo? Precisamos de mais algum atributo em Matrícula?" (Resposta: sim, semestre/ano letivo).
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PARTE 6 · EXERCÍCIO PRÁTICO
// hora de praticar
Leia o texto abaixo
e identifique as entidades.
"Uma biblioteca deseja controlar seu acervo. Os livros têm título, ISBN, ano de publicação e gênero. Cada livro pode ter um ou mais autores. Os membros da biblioteca podem fazer empréstimos de livros. Cada empréstimo registra a data de retirada e a data prevista de devolução. Um membro pode ter vários empréstimos, mas cada empréstimo é de apenas um livro."
ENTIDADES
Identifique os substantivos principais
ATRIBUTOS
Liste as características de cada entidade
RELACION.
Como as entidades se conectam?
CARDINALIDADE
1:1 · 1:N · N:N?
// NOTAS DO APRESENTADOR
Dê 10–12 minutos para os alunos trabalharem em duplas ou trios. Circule pela sala. Não entregue a resposta. Diga: "Não existe uma resposta 100% errada. Modelagem é uma conversa." Depois avance para o slide de resolução.
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15 · exercício — resolução
Parte 6
Resolução passo a passo.
// entidades identificadas
Livro
Autor
Membro
Empréstimo
// atributos
Livro: título, ISBN, ano, gênero
Autor: nome, nacionalidade
Membro: nome, CPF, telefone
Empréstimo: dt_retirada, dt_devolução
// relacionamentos e cardinalidade
Livro ↔ Autor → N:N (livro tem vários autores)
Membro → Empréstimo → 1:N (membro faz vários empréstimos)
Empréstimo → Livro → N:1 (cada empréstimo é de 1 livro)
// atenção — tabela intermediária necessária
O N:N entre Livro e Autor exige a tabela Livro_Autor com id_livro + id_autor.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Construa o DER ao vivo enquanto explica. Pergunte: "Alguém colocou 'Biblioteca' como entidade? Por quê faz sentido ou não faz sentido?" (Resposta: só faria sentido se houvesse múltiplas filiais). Valorize as respostas da turma mesmo que diferentes.
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Por que
PostgreSQL?
✓
Gratuito e open source
Sem custo de licença. Usado por Netflix, Spotify, NASA.
✓
ACID compliant
Garante que transações são seguras mesmo em caso de falha.
✓
Altamente extensível
Suporta JSON, dados geoespaciais, full-text search e muito mais.
✓
Mercado de trabalho
Um dos SGBDs mais exigidos em vagas de dados no Brasil.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Mostre o DBeaver ou pgAdmin neste momento. Diga: "Database é como o prédio inteiro. Schema é um andar. Tabela é uma sala. Registros são as pessoas dentro da sala." Mostre que o modelo que criamos no DER vai virar exatamente isso no PostgreSQL.
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17 · modelo → postgresql
Parte 7
O modelo virou código.
// entidade ALUNO no DER
ALUNO
🔑 id_aluno (PK)
nome
cpf
data_nasc
email
↓
// vira este SQL
CREATE TABLE escola.aluno (
id_aluno SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150) NOT NULL,
cpf CHAR(11) UNIQUE NOT NULL,
data_nasc DATE,
email VARCHAR(200)
);
// entidade MATRÍCULA no DER
MATRÍCULA
🔑 id_matricula (PK)
🔗 id_aluno (FK)
🔗 id_disciplina (FK)
nota_final
data_matricula
↓
// vira este SQL
CREATE TABLE escola.matricula (
id_matricula SERIAL PRIMARY KEY,
id_aluno INT REFERENCES aluno(id_aluno),
id_disciplina INT REFERENCES disciplina(id_disciplina),
nota_final NUMERIC(4,2),
data_matricula DATE DEFAULT CURRENT_DATE
);
// NOTAS DO APRESENTADOR
Execute esses comandos ao vivo. Diga: "O REFERENCES garante que não dá para inserir uma matrícula para um aluno que não existe. Isso é integridade referencial — é o banco protegendo seus dados automaticamente."
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Organizando
por domínio.
Schema é um namespace — um agrupador lógico de tabelas dentro do mesmo banco. Separe responsabilidades.
CREATE SCHEMA rh;
CREATE SCHEMA financeiro;
CREATE SCHEMA vendas;
-- Criar tabela dentro do schema
CREATE TABLE rh.funcionario (
id_funcionario SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150)
);
// exemplos reais de separação por schema
// schema: rh
Recursos Humanos
funcionario, cargo, departamento, folha_pagamento
// schema: financeiro
Financeiro
conta, lancamento, centro_custo, orcamento
// schema: vendas
Vendas
cliente, pedido, item_pedido, produto, cupom
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia: "Schema é como separar as gavetas de uma escrivaninha: uma para documentos pessoais, uma para contas, uma para trabalho. Tudo no mesmo móvel, mas organizado." Pergunte: "Que schemas faria sentido criar em uma escola?" (Ex.: academico, administrativo, financeiro).
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IDs automáticos
e seguros.
// problema sem sequence
Geração manual de ID
Dois usuários inserem ao mesmo tempo → ambos calculam "último ID + 1" → colisão. Dados corrompidos.
// solução: sequence
Gerador atômico de números únicos
O banco garante que cada chamada ao NEXTVAL retorna um valor único, mesmo com milhares de inserções simultâneas.
// como usar no postgresql
-- Forma 1: SERIAL (implícito, mais simples)
CREATE TABLE aluno (
id_aluno SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150)
);
-- Forma 2: IDENTITY (padrão SQL moderno)
CREATE TABLE aluno (
id_aluno INT GENERATED ALWAYS AS IDENTITY
PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150)
);
-- Forma 3: Sequence explícita
CREATE SEQUENCE seq_aluno START 1 INCREMENT 1;
SELECT NEXTVAL('seq_aluno'); -- retorna 1, 2, 3...
// comportamento importante
Se uma inserção falhar, o número da sequence é consumido e não volta. IDs podem ter "buracos" — isso é normal e esperado.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Analogia: "A sequence funciona como uma senha eletrônica de banco — cada pessoa puxa um número único. Mesmo que duas pessoas puxem ao mesmo tempo, nunca saem números iguais." Mostre ao vivo: insira 3 alunos e rode SELECT para ver os IDs gerados automaticamente.
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PARTE 10 · ÍNDICES
"Procurar uma palavra em um dicionário sem usar o índice — página por página — é como fazer um SELECT sem índice no banco."
— Toda vez que seu SELECT demora 30 segundos
// NOTAS DO APRESENTADOR
Pergunte: "Quanto tempo você levaria para achar a palavra 'zebra' num dicionário virando página por página do começo? E usando o índice alfabético?" Deixe os alunos responderem antes de avançar.
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// ❌ sem índice — sequential scan
O banco lê linha por linha.
Em uma tabela com 5 milhões de registros, buscar um CPF específico pode exigir 5 milhões de leituras.
-- Consulta lenta (full table scan)
SELECT * FROM aluno
WHERE cpf = '12345678901';
-- Tempo: 8.4s em tabela grande
// ✅ com índice — index scan
O banco salta direto para o dado.
Com um índice B-tree no CPF, a mesma busca é resolvida em logarítmo de tempo — milissegundos.
-- Criar índice
CREATE INDEX idx_aluno_cpf
ON aluno(cpf);
-- Mesma consulta, agora rápida
SELECT * FROM aluno
WHERE cpf = '12345678901';
-- Tempo: 0.3ms
// quando criar índice
Colunas usadas em WHERE frequentemente · Chaves estrangeiras (FK) · Colunas de JOIN · Campos de busca (e-mail, CPF)
// cuidado: índices têm custo
Cada índice a mais torna INSERT e UPDATE mais lentos. Não indexe tudo — indexe o que realmente é consultado.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Mostre o EXPLAIN ANALYZE ao vivo: antes e depois de criar o índice. O impacto visual é impressionante para iniciantes. Diga: "O PostgreSQL tem um plano de execução — ele nos conta como vai buscar os dados antes de executar."
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22 · do modelo para sql
Parte 11
A jornada completa.
💼
Problema de Negócio
Escola precisa controlar alunos
🧱
Entidades e Atributos
Aluno, Disciplina, Professor, Matrícula
🗺️
DER (BR Modelo)
Diagrama visual com PK, FK e cardinalidades
📋
Tabelas SQL
CREATE TABLE com tipos, constraints e FKs
🐘
PostgreSQL
Sistema em produção rodando
// NOTAS DO APRESENTADOR
Diga: "Esse fluxo é o que diferencia um desenvolvedor amador de um profissional. O amador vai direto pro código. O profissional passa pelo modelo primeiro."
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23 · sql completo — sistema escolar
Parte 11
-- Schema e tabelas principais
CREATE SCHEMA escola;
CREATE TABLE escola.professor (
id_professor SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150) NOT NULL,
cpf CHAR(11) UNIQUE NOT NULL,
especialidade VARCHAR(100)
);
CREATE TABLE escola.disciplina (
id_disciplina SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(120) NOT NULL,
carga_horaria INT,
id_professor INT REFERENCES escola.professor(id_professor)
);
CREATE TABLE escola.aluno (
id_aluno SERIAL PRIMARY KEY,
nome VARCHAR(150) NOT NULL,
cpf CHAR(11) UNIQUE NOT NULL,
data_nasc DATE,
email VARCHAR(200)
);
-- Tabela intermediária N:N
CREATE TABLE escola.matricula (
id_matricula SERIAL PRIMARY KEY,
id_aluno INT NOT NULL
REFERENCES escola.aluno(id_aluno),
id_disciplina INT NOT NULL
REFERENCES escola.disciplina(id_disciplina),
nota_final NUMERIC(4,2),
data_matricula DATE DEFAULT CURRENT_DATE,
UNIQUE(id_aluno, id_disciplina)
);
-- Índices de performance
CREATE INDEX idx_matricula_aluno
ON escola.matricula(id_aluno);
CREATE INDEX idx_matricula_disciplina
ON escola.matricula(id_disciplina);
// resultado
4 tabelas · 1 schema · 2 índices · integridade referencial completa. O modelo virou banco.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Execute esse script ao vivo. Mostre o pgAdmin ou DBeaver com a estrutura criada. Diga: "Reparem no UNIQUE(id_aluno, id_disciplina) — isso impede que o mesmo aluno se matricule duas vezes na mesma disciplina no mesmo período. O banco faz essa validação automaticamente."
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24 · verificando os dados
Parte 11
// inserindo dados de teste
INSERT INTO escola.professor (nome, cpf, especialidade)
VALUES ('Ana Lima', '11122233344', 'Matemática');
INSERT INTO escola.disciplina (nome, carga_horaria, id_professor)
VALUES ('Álgebra Linear', 60, 1);
INSERT INTO escola.aluno (nome, cpf, email)
VALUES
('Carlos Souza', '99988877766', 'carlos@email.com'),
('Maria Oliveira', '55544433322', 'maria@email.com');
INSERT INTO escola.matricula (id_aluno, id_disciplina, nota_final)
VALUES (1, 1, 8.5), (2, 1, 9.0);
// consultando o resultado
SELECT
a.nome AS aluno,
d.nome AS disciplina,
p.nome AS professor,
m.nota_final
FROM escola.matricula m
JOIN escola.aluno a ON m.id_aluno = a.id_aluno
JOIN escola.disciplina d ON m.id_disciplina = d.id_disciplina
JOIN escola.professor p ON d.id_professor = p.id_professor;
| aluno | disciplina | professor | nota |
| Carlos Souza | Álgebra Linear | Ana Lima | 8.5 |
| Maria Oliveira | Álgebra Linear | Ana Lima | 9.0 |
// NOTAS DO APRESENTADOR
Mostre ao vivo o resultado do SELECT na tela. Esse é o momento de impacto da aula: o aluno vê o dado que inseriu retornar formatado e relacionado. Diga: "Isso é o poder de um banco relacional — a informação de múltiplas tabelas unida em uma única resposta."
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25 · resumo — o que aprendemos hoje
Uma aula inteira
em um slide.
⚠️
Problema
Planilhas falham com volume, concorrência e complexidade.
🗄️
Banco de Dados
Dados + SGBD = Informação organizada, segura e consultável.
🧱
Modelagem
Entidade · Atributo · Relacionamento · Cardinalidade.
🗺️
DER
Planta baixa do banco. PK, FK, BR Modelo.
🐘
PostgreSQL
Database → Schema → Tabela → Registro.
📁
Schemas
Organização por domínio: RH, Financeiro, Vendas.
🔢
Sequences
IDs automáticos, únicos e seguros. SERIAL ou IDENTITY.
⚡
Índices
Acesso rápido a dados. Crie nos campos mais consultados.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Peça para um aluno explicar de memória o fluxo: problema → modelagem → DER → SQL → PostgreSQL. Valorize cada explicação. Esse é o teste de aprendizado antes do encerramento.
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Aula 02 — SQL:
A linguagem do banco.
Tudo que você criou hoje existe no banco. Na próxima aula, você vai manipular esses dados com total controle.
DDL
Data Definition Language
CREATE, ALTER, DROP — estrutura das tabelas.
DML
Data Manipulation Language
INSERT, UPDATE, DELETE — manipulação de dados.
DQL
Data Query Language
SELECT com WHERE, JOIN, GROUP BY, HAVING.
TCL
Transaction Control
COMMIT, ROLLBACK — controle de transações.
DCL
Data Control Language
GRANT, REVOKE — controle de permissões.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Diga: "Hoje vocês construíram a estrutura. Na próxima aula, vocês vão dar vida a ela. É como terminar de construir o prédio — na próxima aula vocês vão morar nele." Deixe uma tarefa: instalar o PostgreSQL + DBeaver em casa.
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Para a próxima
semana.
Consolide o que aprendeu antes da próxima aula. Cada tarefa é curta — foque na execução.
// tarefa 1 — instalação
Instalar PostgreSQL + DBeaver
Configurar o banco localmente e criar um database chamado "meu_projeto".
// tarefa 2 — modelagem
Modele um sistema de sua escolha
Escolha: academia, restaurante, clínica ou loja. Identifique 3 entidades, atributos e relacionamentos. Desenhe no BR Modelo.
// tarefa 3 — SQL
Execute o script da aula
Rode o script do sistema escolar no seu PostgreSQL. Insira 3 alunos, 2 disciplinas e 4 matrículas.
// NOTAS DO APRESENTADOR
Informe onde o script da aula pode ser acessado (repositório, grupo de WhatsApp, e-mail). Diga: "Quem trouxer o modelo feito no BR Modelo na próxima aula ganha revisão ao vivo." Isso cria engajamento.
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encerramento · aula 01
Um sistema
nasce de um
bom modelo.
Você saiu da planilha e chegou ao banco de dados. Na próxima aula, você vai dominar a linguagem que dá vida a tudo isso.
Lucas Vidal · DATAVI · Programa Jovem Sicoob Credip
2025
// NOTAS DO APRESENTADOR
Encerre com energia. Pergunte: "Qual foi o conceito mais surpreendente da aula de hoje?" Ouça 2 ou 3 respostas. Agradeça a participação e reforce: a próxima aula é onde o banco começa a falar SQL — e é onde a maioria das pessoas desiste. Diga que vocês vão passar por isso juntos.